Mapa de riscos e matriz de riscos: qual a diferença

Os nomes são parecidos, mas são coisas diferentes: um é uma ferramenta de planejamento e o outro é uma cláusula do contrato. Veja quando usar cada um.

Por equipe SisLicita, Tavares Assessoria · Publicado em · Conferido em

A diferença em resumo

Análise ou mapa de riscosMatriz de riscos
O que éEstudo do que pode dar errado na contrataçãoCláusula contratual que define riscos e responsabilidades
Base na leiArt. 18, XArt. 6º, XXVII, e art. 22
Onde ficaNo processo, na fase preparatóriaNo edital e no contrato
Para que servePrevenir problemas na licitação e na execuçãoDefinir quem arca com eventos futuros e o equilíbrio do contrato

A expressão "mapa de riscos" é o nome usado na prática para o documento que registra essa análise. A lei fala em "análise dos riscos".

O que a lei diz sobre a análise de riscos

O art. 18, X, inclui na fase preparatória a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa execução contratual. Na contratação direta, ela aparece no art. 72, I, "se for o caso".

O que a lei diz sobre a matriz de riscos

Pelo art. 6º, XXVII, a matriz de riscos é a cláusula contratual que define riscos e responsabilidades entre as partes e caracteriza o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, em relação a eventos posteriores à contratação.

O art. 22 diz que o edital poderá contemplar a matriz de alocação de riscos. Ela é obrigatória nas obras e nos serviços de grande vulto e nas contratações integradas e semi-integradas (art. 22, § 3º).

Como montar um mapa de riscos útil

  1. Liste os riscos por fase: planejamento, seleção do fornecedor e gestão do contrato.
  2. Dê nota à probabilidade e ao impacto: uma escala simples, como baixo, médio e alto, já basta.
  3. Defina a resposta: o que será feito para evitar ou reduzir cada risco.
  4. Tenha um plano de contingência: o que fazer se o risco acontecer.
  5. Dê um responsável a cada ação: risco sem dono não é acompanhado.
  6. Revise: o mapa deve acompanhar o processo, e não ser feito só para constar.

Exemplos de riscos por fase

FaseRiscoResposta possível
PlanejamentoQuantidade mal estimadaMemória de cálculo com o consumo histórico
SeleçãoLicitação deserta por preço fora do mercadoPesquisa de preços atualizada e com fontes diversas
SeleçãoExigência que restringe a competiçãoJustificar cada exigência de qualificação
GestãoAtraso na entregaFiscal designado e sanções previstas no contrato
GestãoContrato vence sem substitutoControle de vencimentos e início antecipado da nova contratação

Os exemplos são genéricos: cada contratação tem os seus riscos.

Perguntas frequentes

Mapa de riscos é obrigatório?

A análise dos riscos faz parte da fase preparatória (art. 18, X). O nome e o formato do documento dependem do regulamento e do modelo do órgão.

Quando a matriz de riscos é obrigatória?

Nas obras e nos serviços de grande vulto e nas contratações integradas e semi-integradas (art. 22, § 3º). Nos demais casos, o edital pode contemplá-la.

A dispensa de licitação precisa de análise de riscos?

O art. 72, I, pede a análise de riscos "se for o caso". Avalie conforme o objeto e o regulamento do seu órgão.

Fontes oficiais

Conteúdo informativo, conferido no texto oficial na data indicada. Não substitui o regulamento do seu órgão nem a análise da assessoria jurídica.

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